No dia 27 de março, o Agrupamento de Escolas saiu à rua para a arruada “Em Contramedo”, uma iniciativa do Plano Nacional das Artes que mobilizou alunos, professores e comunidade.
A arruada constituiu um momento de grande significado para toda a comunidade educativa do Agrupamento de Escolas de Alcoutim.
A iniciativa assumiu-se como um espaço de expressão, reflexão e partilha, desafiando os alunos a transformar o medo em coragem através da arte, da palavra e do movimento.
A arruada foi o culminar de vários dias de trabalho criativo na escola, durante os quais os alunos desenvolveram cartazes, poemas, mensagens visuais, músicas e pequenas performances inspiradas no mote “E em vez do medo?”.
Esse trabalho artístico transformou também o corredor da escola, agora decorado com as produções que refletem as reflexões e emoções dos alunos.
Quando chegou o momento de sair à rua, a energia criada na escola ganhou novo espaço. A arruada fez-se ouvir pelas ruas de Martim Longo,
que encheram-se de cor, luz e emoção, num percurso que reuniu alunos de todos os ciclos de ensino, professores, assistentes operacionais, famílias, instituições locais, comunidade estrangeira e diversos membros da população. Cartazes, palavras de ordem, dança, música e múltiplas expressões artísticas deram corpo a uma arruada que foi muito mais do que um desfile: foi um gesto coletivo de afirmação, criatividade e envolvimento.
Destacaram-se as diversas dinâmicas preparadas pelos diferentes ciclos de ensino, bem como a participação do Clube das Guitarras e da comunidade estrangeira, que, em conjunto, contribuíram para um ambiente sonoro e emocionalmente rico, vivido com intensidade e significado.
A presença de entidades parceiras reforçou a dimensão comunitária da iniciativa, evidenciando a importância da ligação entre a escola e o meio envolvente.
“Em Contramedo” mostrou a força de um trabalho coletivo que uniu criatividade, participação e envolvimento da comunidade. Mais do que uma atividade, foi uma experiência marcante, onde educar se revelou também como um ato de sentir, questionar e transformar.